terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Encontro Distrital Autárquico - Sábado, 10 Dezembro, 15 horas


Camaradas,

O Bloco de Esquerda Coimbra promove, no próximo dia 10 de Dezembro (Sábado) um Encontro Distrital Autárquico. Este será um momento de encontro entre autarcas eleitos nos diversos concelhos onde apresentamos candidaturas, bem como demais militantes e simpatizantes empenhados nestas lutas locais.

Este será um momento importante de balanço e de perspectivar a intervenção autárquica para os próximos 2 anos. Como é natural, um dos principais temas em discussão será o Documento Verde da Reforma da Administração Local.

Contaremos com a presença do camarada Alberto Matos da Coordenadora Nacional Autárquica do Bloco de Esquerda.

O Encontro realiza-se na Sede Distrital (Rua Ferreira Borges), com inicio previsto para as 15 horas.

P´la Coordenadora Distrital,
Hugo Dias

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Marisa Matias eurodeputada do ano na Saúde

Marisa Matias foi eleita eurodeputada do ano no sector da Saúde numa votação feita pelos deputados do Parlamento Europeu organizada pela revista The Parliament Magazine.
O resultado representa o reconhecimento do trabalho realizado por Marisa Matias porque é raro um deputado de um pequeno grupo como o da Esquerda Unitária (GUE/NGL) conseguir derrotar candidatos dos grandes grupos.

Os prémios foram anunciados terça-feira à noite numa cerimónia realizada em Bruxelas. Marisa Matias derrotou no seu sector a irlandesa Ness Childers, do grupo Socialista, o segundo maior do Parlamento Europeu, e a britânica Elizabeth Lynne, do grupo Liberal.
A deputada eleita pelo Bloco de Esquerda foi a única representante de um pequeno grupo parlamentar designada, neste caso, segundo a revista, por ser “muito ativa em múltiplos campos, com foco particular nas doenças crónicas, como a diabetes, saúde mental e Alzheimer”.
Na apresentação dos candidatos, a revista Parliament Magazine escreveu a propósito de Marisa Matias:
“Foi eleita eurodeputada em 2009 e é membro substituto na Comissão parlamentar de Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar. Matias tem estado bastante envolvida em várias áreas da saúde e é muito ativa em múltiplos campos, com foco particular nas doenças crónicas, como a diabetes, saúde mental e Alzheimer. Tem sido fundamental na elaboração de propostas para controlar a venda de medicamentos falsificados, que parecem estar em crescendo na Europa. Também relatora nesta diretiva, Matias conseguiu obter consenso geral de todas as partes, o que significa que os Estados-Membros terão agora que adotar medidas para recuperar qualquer medicamento falsificado que chegue à cadeia legal de abastecimento.”

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Reforma Administrativa: Governo altera Documento Verde


Documento Verde alterado pelo Governo para "salvar" 36 freguesias
Trinta e seis freguesias deixaram de estar sujeitas à agregação devido a uma pequena alteração de critérios feita directamente no Documento Verde da Reforma Administrativa que consta no portal do Governo e que não foi anunciada publicamente.
Nos critérios de base para a reorganização das freguesias, estabelecidos no documento inicialmente distribuído pelo Governo, estava previsto que os municípios com menos de 100 mil habitantes (Nível 3) ficassem apenas com uma freguesia em sede de município. Nas áreas predominantemente rurais (APR) destes municípios era possível manter freguesias com um mínimo de 500 habitantes e nas áreas maioritariamente urbanas (AMU) também era possível manter juntas, desde que com um mínimo de mil habitantes por freguesia.
De fora destes critérios ficaram as freguesias em áreas predominantemente urbanas (APU) e foi isso que foi agora corrigido, acrescentando-se as APU aos critérios e estabelecendo que podem manter-se desde que tenham também um mínimo de mil habitantes. Segundo a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE), os critérios estabelecidos inicialmente pelo Documento Verde pressupunham a agregação de 2.504 freguesias das 4.260 que existem a nível nacional. Como a nova alteração, há 36 destas que passaram a cumprir os critérios e que evitam a agregação.
"Não é uma grande alteração. É muito pouco significativo", admite Armando Vieira presidente da ANAFRE, destacando que à associação chegaram logo reclamações destas freguesias. Armando Vieira salientou que a ANAFRE não foi informada da alteração dos critérios, mas deu conta de que o critério foi alterado directamente no portal do Governo."Foi preenchida uma lacuna que nós tínhamos constatado. Tínhamos feito um estudo em que essa lacuna, não estando preenchida, tinha um resultado determinado. Com a resolução desta lacuna o resultado é um pouquinho diferente", destacou.
A ANAFRE vai colocar segunda-feira na sua página na internet a lista atualizada das freguesias que cumprem ou deixaram de cumprir os critérios de agregação. Entre estas está, por exemplo, Canas de Senhorim, localidade que anda há décadas a reivindicar o estatuto de concelho independente face ao município de Nelas, sem sucesso. Com os critérios inicialmente estabelecidos poderia mesmo perder a junta para ser agregada à de Nelas, mas com os novos critérios, já deverá manter a sua freguesia.

Consulte o site da ANAFRE

António José André

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Marisa Matias nomeada para melhor eurodeputado no domínio da saúde



O excelente trabalho da Marisa Matias no Parlamento Europeu teve um justo reconhecimento ao ter sido nomeada para o prémio de melhor deputado na área da saúde:



A Marisa esteve à frente da aprovação da directiva que combate a falsificação de medicamentos, que tem impacto directo nas vidas de milhões de cidadãos europeus. E liderou também a proposta no próximo programa de financiamento para a investigação na Europa, que se resultará no 8° Programa Quadro para a Investigação. Realço (e esta consideração só me implica a mim pessoalmente) que este trabalho foi realizado em ambiente de grande hostilidade ao BE dentro do grupo político a que fazemos parte no Parlmaneto Europeu, o Grupo da Esquerda Unitária Europeia.


Rui Silva

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Metro Mondego: Uma história de promessas e enganos


O último ano foi pródigo em notícias sobre o projecto Metro Mondego. Más notícias, todas. Porque todas foram no sentido de, como sempre no passado, não se cumprirem os compromissos para com Coimbra, a sua região e as suas gentes.
-> O Orçamento de Estado para 2011 determinou a extinção da Sociedade Metro Mondego e transferiu para a REFER as responsabilidades de concretização do Sistema de Mobilidade do Mondego.
-> A 2 de Dezembro de 2010, as empreitadas então em curso no Ramal da Lousã foram suspensas.
->  Em Fevereiro de 2011, o então Secretário de Estado dos Transportes, em reunião tida com os autarcas de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo, anunciava a necessidade de uma recalendarização das obras no troço ferroviário entre Serpins (Lousã) e Portagem (Coimbra). Esta recalendarização estava dependente dos resultados de uma Comissão destinada a analisar a melhor forma de redução dos custos. Em Junho, o relatório da referida comissão propunha a redução em 62 milhões de euros os custos para a execução de todo o projecto do Sistema de Mobilidade do Mondego, de 510 para 447 milhões de euros, prevendo até 2014 a conclusão do troço Serpins/Portagem e em 2017 a ligação ao centro de Coimbra e aos hospitais universitários.
-> Em Julho, e já com o novo Governo PSD/CDS em funções, verificou-se a não inclusão do projecto Metro do Mondego na reformulação do QREN, inviabilizando financeiramente a empreitada, consubstanciando a falta de interesse político na sua conclusão. Perante isto, o Bloco de Esquerda deu voz à pergunta que se impunha fazer: “onde estão agora os deputados eleitos pelo PSD, CDS/PP e PS, que durante a mais recente campanha eleitoral assumiram compromissos com a continuação das obras do Metro Mondego?”
->  A 29 de Outubro, O Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, afirmou numa reunião da Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas que o projecto do Metro Mondego é “perfeitamente inexequível”, que não iria avançar e que a ligação ferroviária entre Lousã e Coimbra seria reposta.
-> Finalmente, no passado sábado, o Ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, anunciou a suspensão do Sistema de Mobilidade do Mondego e a avaliação da extinção da Sociedade Metro Mondego. Entretanto, o relatório do Tribunal de Contas sobre este projecto, conhecido também na semana passada, aponta vícios gravíssimos à forma como foi gerido todo este processo, nomeadamente a quadruplicação dos custos do projecto, que passaram de uma estimativa de 122,8 milhões de euros, em Abril de 1997, para 512 milhões de euros (mais encargos financeiros), em Janeiro de 2011. Até ao momento terão sido investidos quase 104 milhões de euros, 10 deles em estudos e projectos.


Pelo meio desta cronologia negra, destaca-se apenas uma boa notícia. Graças à indignação e mobilização das populações dos concelhos de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo, foi possível introduzir uma inflexão neste eternizado dossier: em 21 de Janeiro de 2011, a Assembleia da República, após o debate de uma petição dinamizada pelo Diário de Coimbra que recolheu 10 mil assinaturas, aprovou projectos de resolução de todos os grupos parlamentares na sua grande maioria convergentes na exigência ao Governo de continuidade das obras do Sistema de Mobilidade do Mondego. O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda deu um contributo decisivo para este processo, ao ser o primeiro partido a propor uma resolução, que foi aliás a única aprovada por unanimidade.


O Bloco de Esquerda tem tido, sobre este assunto, uma posição política absolutamente clara. Queremos reafirmá-la neste momento em que, uma vez mais, a população de Coimbra e os seus direitos são gravemente
desconsiderados pelo Governo. Assim, o Bloco de Esquerda:
-> exige que o Governo honre, de uma vez por todas, os compromissos assumidos pelo Estado Português, ao longo dos anos, com as populações dos concelhos de Coimbra, Lousã e Miranda do Corvo. Neste sentido, o Bloco de Esquerda repudia totalmente a suspensão do projecto Metro Mondego na exacta medida em que tal constitui uma desobrigação, a pretexto da crise económica, de um compromisso assumido há muito para com a cidade e que consideramos de valor estratégico para a sua afirmação e o seu desenvolvimento. Não tem autoridade para alegar agora como justificação a crise das contas públicas quem, ao longo de todo este tempo, foi responsável pelo desperdício de milhões de euros sem que o projecto do Metro visse a luz do dia;

-> exige que sejam apuradas, com o máximo rigor, todas as responsabilidades em relação ao funcionamento da Sociedade Metro Mondego. A gestão pública exige rigor, transparência e compromisso com as populações. A culpa não deve morrer solteira. PS, PSD e CDS – tantono governo nacional como municipal - têm indesmentível responsabilidade  política no arrastamento indefinido deste projecto, provocado pelo sistemático adiamento do início destas obras e pelo inerente desperdício de recursos públicos de grande montante;
-> exige que seja garantido às populações residentes nos concelhos da Lousã e de Miranda do Corvo um serviço de transporte ferroviário moderno e digno e que, para o efeito, os compromissos assumidos pelo Governo através do seu Ministro da Economia e Emprego sejam escrupulosamente calendarizados e orçamentados;
-> defende a continuidade dos serviços alternativos de transporte público durante todo o tempo em que durarem as obras de adequação do traçado ferroviário do ramal da Lousã;
-> apoia sem reservas o legítimo direito à indignação por parte das populações, alertando no entanto para a necessidade de rejeição de tácticas de branqueamento político por parte de co-responsáveis pela actual situação. A clareza exige uma distinção entre dinâmicas políticas que assumem uma posição clara em defesa dos serviços públicos de outras totalmente avessas a estes;
-> insta @s responsáveis autárquic@s de Miranda do Corvo, Lousã e Coimbra a assumirem posições claras e inequívocas de defesa dos direitos e legítimas expectativas das populações e, se necessário, a assumirem todas as consequências políticas e institucionais do incumprimento, pelo Governo, dos compromissos com elas assumidos.

Coimbra, 9 de Novembro de 2011


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

BE/Coimbra reúne com Administrador dos Serviços de Acção Social da UC

O Bloco de Esquerda Coimbra, reunirá, na próxima 2ª feira, dia 7 de Novembro, pelas 11:30, com o Senhor Administrador dos Serviços de Acção Social da Universidade de Coimbra, Dr. Jorge Gouveia Monteiro.

O motivo deste encontro prende-se com recentes notícias sobre o facto de mais de 10000 alunos, a nível nacional, poderem vir a perder a sua bolsa de estudo. Segundo notícia da edição do Diário de Noticias de 3 de Novembro "apesar de as aulas terem começado há mais de um mês, os alunos do ensino superior ainda não começaram a receber bolsas de acção social.A regulamentação para a atribuição das mesmas só foi publicada a 23 de Setembro e um período extraordinário de candidaturas, que terminou a 14 de Outubro, ditou o atraso na sua distribuição."

Estes atrasos têm gerado situações em que "Alunos trocam trabalho por comida e propinas", ascendendo a cerca de 600 no caso da Universidade de Coimbra. O Bloco de Esquerda manifesta-se preocupado com esta realidade e pretende com este encontro recolher mais informações sobre esta situação dramática que tem como consequência o abandono de cada vez mais alunos da frequência no ensino superior.


Com os melhores cumprimentos,
P´la Coordenadora Distrital
Fabian Figueiredo

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Hortas Urbanas em debate...

Debate: Criação de Hortas Urbanas

Tal como foi aprovado na última Assembleia de Freguesia de Santa Cruz, vai realizar-se, no dia 27 de Outubro (quinta-feira), um debate sobre "Criação de Hortas Urbanas".

O debate público realizar-se-á, às 21h30, no Centro Operário Católico da Conchada,  contando com as presenças de Jorge Moreira (ACTUAR) e Miguel Malta (GRAU).

A agricultura urbana é um fenómeno de grande interesse, podendo constituir também uma resposta à crise, promovendo a cidadania e o desenvolvimento sustentável.

Tozé

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Bloco de Esquerda lança panfleto virado para os Jovens


Jovens do Bloco lançam folheto de Verão


04-Aug-2011
Festival A política da troika à portuguesa cabe toda no programa do festival de Verão "Super Choque, Super Corte", que o Bloco de Esquerda anuncia neste folheto. Corte e Siga, Mandona, Xulos aos Pontapés, Bank Street Boys ou Fifty per Cent são as estrelas convidadas. Ver folheto em pdf.




http://www.bloco.org/index.php?option=com_content&task=view&id=2700&Itemid=31

Fabian Figueiredo

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Rede de Esgotos de Vila Seca e Bruscos


Ao longo do último ano os deputados do BE na Assembleia Municipal têm tido uma intervenção contínua de sensibilização em relação aos mais diversos problemas de interesse local destacando-se aí as questões relativas à rede de saneamento de Vila Seca e Bruscos e as deficiências que se observam no encaminhamento das águas pluviais.
Na última Assembleia Municipal realizada no dia 27 de Junho o BE fez uma declaração de imputabilidade de responsabilidade à Câmara Municipal pela destruição dos caminhos rurais adjacentes à ribeira de Bruscos devido à má orientação dos trabalhos referentes à instalação da rede de esgotos.
Não demonstrou o executivo municipal qualquer interesse na definição de um princípio de compromisso para efectuar as alterações necessárias para restabelecer o normal percurso das águas pluviais através dos diversos canais em direcção à ribeira de Bruscos.
Esta atitude do Município manifesta uma enorme negligência em relação à obra e também um desrespeito para com os proprietários dos terrenos envolventes.
É notório que o executivo camarário apenas tem interesse em branquear os maus serviços prestados pelos técnicos da Câmara Municipal e o mau serviço do empreiteiro que executou a obra. Uma vez mais a promiscuidade funcionou com vantagem para o EMPREITEIRO e prejuízo para os cidadãos e os cofres do Estado.
Outro grave problema refere-se à desigualdade manifestada por parte da câmara municipal, pois assistimos a uma prestação de trabalho gratuito por parte desta entidade durante mais de dois anos na limpeza da fossa céptica do lar Doce Viver, enquanto os municípios que enfrentam as dificuldades do dia-a-dia têm que pagar esse serviço.
Surpreendentemente, no dia 16 de Julho, a ETAR de Bruscos estava em funcionamento sendo o controlo da mesma feita por um colaborador do centro de dia Doce Viver. Este facto evidencia a realidade da política do executivo camarário, isto é, dar lucro às entidades privadas com os dinheiros do erário público e prejuízo dos municípios.
Como se torna claro, o centro dia Doce Viver a ligação feita à ETAR, faz a sua administração e uso, enquanto a restante população de Vila Seca e Bruscos continua sem puder usufruir desta mais valia social. Porquê? É simples, o executivo camarário não respeita os habitantes destes lugares.
O BE exige que o executivo camarário dê uma explicação sobre esta situação e apresente um relatório dos custos que a autarquia assumiu com a limpeza da fossa do centro Doce Viver.
Exige também a informação sobre as taxas a pagar para ligação de esgotos à rede e a imediata autorização para as referidas ligações.

terça-feira, 31 de maio de 2011

vídeo anti-abstenção


Car@s Camaradas,

Sabiam que nas legislativas de 2009, mais de metade dos eleitores não votaram nos partidos que nos governam há mais de 30 anos? A abstenção, o voto nulo e o voto branco reforçam os partidos dominantes e ajudam a que fique tudo na mesma. No dia 5, se querem protestar, VOTEM!

http://www.youtube.com/watch?v=MCjLRD21Qbg

sábado, 30 de abril de 2011

Bloco de Esquerda :: Site Lista Candidata às Legislativas :: www.bloco-coimbra2011.info

O Bloco de Esquerda vem por este meio apresentar o site de campanha da lista candidata às eleições legislativas do próximo dia 5 de Junho.

http://www.bloco-coimbra2011.info/

Neste site poderão já ficar a conhecer a composição da lista, mas também as e os apoiantes da mesma e o trabalho desenvolvido pelo deputado José Manuel Pureza durante a legislatura que findou e para a qual o Bloco elegeu pela primeira vez um deputado pelo círculo de Coimbra.

Através do site poderão também vir a acompanhar as acções de campanha e as reflexões, debates e propostas da lista do Bloco de Esquerda de Coimbra.


Agradecemos a divulgação.
Atenciosamente

Bloco de Esquerda - Coimbra

terça-feira, 26 de abril de 2011

Intervenção 25 de Abril 2010


Intervenção da coordenadora de bancada do BE na sessão evocativa do 25 de Abril  de 2011, Assembleia Municipal de Condeixa – a- Nova

Sr Presidente da Assembleia Municipal
Sr Presidente da Câmara
Snrs Vereadores
Senhoras e Senhores Convidados
Falar do 25 de Abril de 1974 é para muitos de nós, um exercício de memória, do antes e do depois.
É a memória do ouvido encostado ao rádio sintonizado numa estação “subversiva”, com as interferências do costume; é a memória de ler teimosamente o livro forrado com papel pardo e olhar de soslaio para quem ia sentado ao nosso lado em qualquer transporte colectivo; é a memória daquela noite de Natal enterrado num qualquer abrigo, arma aperrada; tasquinhando até à última migalha a broa que a mãe tinha enviado.
Mas, também é a memória daquela enxurrada de gente desaguando nas ruas de Lisboa naquele 25 de Abril e 1ºMaio e sentir que a Liberdade estava a passar por ali.
Passados estes anos e apesar de se terem conseguido melhorar as condições de vida e de trabalho, de se ter conquistado o Serviço Nacional Saúde, de se terem construído mais redes de saneamento básico, de electricidade e comunicações, cresceram graves assimetrias económicas e sociais, bem como brutais injustiças evidenciando um poder capitalista sem escrúpulos que assimila o espaço do território de forma especulativa a nível local e nacional e favorece a corrupção a vários níveis.
Assiste-se ao encerramento de indústrias tradicionais como a têxtil, cerâmica, calçado e o definhar das pescas e agricultura. Tentam-se criar modelos assentes na alta tecnologia mas, não se apresenta uma estratégia de médio e longo prazo em que se definam as prioridades económicas e sociais para as populações. Entretanto, damo-nos ao luxo de lançar anualmente licenciados para o desemprego e continua-se a aumentar a reserva de mão-de-obra. A Geração à Rasca que o diga.
Confrontada com a actual crise financeira e recessão permanente, resultado de sucessivas políticas neo-liberais e neo-conservadoras, as direcções políticas dos partidos do arco da governação, continuaram a implementar modelos de gestão capitalista, apresentando constantemente ataques às conquistas sociais do 25 de Abril: com planos de austeridade, aumento do desemprego para níveis alarmantes, ataques aos salários, crescimento da precariedade no trabalho, diminuição das regalias sociais dos trabalhadores, em que o esforço que é pedido aos portugueses não é distribuído de forma equilibrada, enquanto os “Gestores e pseudo Gestores ” que dançam entre as cadeiras do poder político e das empresas, públicas e privadas, que levam Bancos e Empresas à falência e à rotura financeira, passeiam-se imunes aos múltiplos casos de nítida corrupção e jogos de poder das contrapartidas, eis se não quando, corruptos são perdoados pelos próprios tribunais, desacreditando completamente a justiça em Portugal. Mas, se em relação à corrupção ainda há muito para se revelar, em relação ao desemprego e ao aumento da precariedade da vida das pessoas, demonstra-se uma total falta de solidariedade, com manifestações de neo-conservadorismo aos apelos de privatizações de empresas do sector público mais rentáveis, como a ANA, a EDP, a GALP, CTT e até à CGD. A estes ataques, a direcção política de Sócrates contenta-se em atirar o PS para uma governação de direita, deixando por sua vez os trabalhadores indignados com as medidas preconizadas pelos sucessivos PECs  e agora FMI.
Por outro lado, esta direcção política do PS/Sócrates, aplica as mesmas receitas que qualquer governo PSD/CDS faria: - congelamento / corte  dos salários, aumento da idade da reforma, aumento do desemprego, vergando-se agora a todas as imposições da troica, que mais não fará do que impor  medidas  de um neo capitalismo desenfreado que alienará por muitos anos a nossa economia e as nossas vidas, veja-se o que está a acontecer na Grécia e Irlanda.
Continuarão assim os cortes nos salários, no subsídio de desemprego, nas prestações sociais, na Saúde, na Educação, bem como a manutenção do alto nível de desemprego que só irá continuar a provocar uma baixa na procura interna e consequentemente um aumento de falências no pequeno comércio e PMEs.

É preciso combater, dizer um não muito grande à corrupção, a injustiça territorial e social a toda esta política e medidas de PECs/FMI que de privatização em privatização, de corte em corte, irão acabar com os despojos que restam deste País, deferindo um dos mais violentos ataques às conquistas sociais do 25 de Abril, tudo isto patrocinado pelo desgoverno de Sócrates.
Pelo nosso lado, continuamos na defesa duma sociedade socialista, construída de forma a respeitar a vida humana, os valores de uma cidadania participativa, igualdade, fraternidade e liberdade, no combate ao poder capitalista e à pilhagem ambiental e económica, por um programa coerente às alterações climáticas, de energias alternativas, de diminuição do desperdício dos espaços compatíveis com a prática de uma agricultura biológica, da redução das emissões de CO2, de reformas institucionais que permitam a melhoria da actividade humana em cada sector, com justiça social e de combate à desigualdade.
A Vila de Condeixa e as freguesias contíguas, tem sido alvo de um crescimento demográfico desenfreado, onde o betão impera, sem que as novas  populações se integrem na economia da Vila, não trazendo as mais-valias esperadas, tratando-se tão só em tornar Condeixa num dormitório de Coimbra, criando ao mesmo tempo uma deseconomia de escala, com todos os problemas que isto acarreta.
Criaram-se expectativas, especialmente no comércio, dizem os notáveis que “Condeixa não pára”, mas quando agora se faz o balanço em termos económicos, ambientais e sociais, reconhece-se que o esvaziamento de funções urbanas, especialmente, o comércio que agoniza, o que está construído não se vende, e os que compraram casas nas urbanizações tem-nas à venda porque as acessibilidades não melhoraram. Entretanto, as freguesias da parte serrana do Concelho continuam a desertificar e a envelhecer sem os merecidos apoios.
O aumento da motorização, trouxe outros problemas gravíssimos, entre os quais se destaca o aumento de emissões de CO2,principalmente em Condeixa, em vez de se apostar na qualidade de vida e numa rede e serviços de Transporte Públicos, sustentável, extensiva a todo o Concelho, preferiu-se ir construindo em qualquer terreno apto para a agricultura, entretanto, mesmo em tempo da vacas magras construi-se um novo estádio de futebol, requalificou-se a praça, como se tal traduzisse  per si desenvolvimento, esquecendo-se o comércio e os postos de trabalho que dele decorrem.
Este aglomerado urbano, construída sobre os escombros duma paisagem natural que a pouco e pouco se foi destruindo, e Condeixa ainda tem dessas paisagens, não revela qualquer harmonia com objectivos de desenvolvimento durável e de mobilidade sustentável que conhecemos nos países nórdicos ou da Europa Central.
A competitividade do Concelho está dependente da resolução de questões como a diminuição do desemprego, revitalização do tecido empresarial, atraído novas empresas, apoiando as indústrias cerâmicas, cuja louça pintada à mão, constitui um importante cartão-de-visita de Condeixa, revitalizando o Turismo, aproveitando os enormes recursos endógenos. É esse o caminho que interessa aos cidadãos. A autarquia tem o dever de promover o empreendedorismo e deixar-se de obras fúteis, mas que nos endividam,  como se tem visto nos últimos anos.
E porque hoje é o dia 25 de Abril, aos cidadãos aqui presentes, dizemos que a liberdade, a fraternidade e a igualdade não é só um lema, é uma forma de estar na vida, é um combate diário por uma sociedade melhor, mais justa e solidária. Sem desemprego, sem injustiça territorial e social, sem caminhos corruptos e mentiras, por uma sociedade que saiba fazer dos avanços da tecnologia e do saber, os valores duma sociedade de igualdade e fraternidade entre as pessoas e a vida do planeta.
Apelamos aos cidadãos de Condeixa, para que haja uma mudança de hábitos e comportamentos de acordo com os objectivos ambientais e de sustentabilidade que da sabedoria e do conhecimento não haja aproveitamentos demagógicos e anti-sociais. Esperamos que a próxima revisão do PDM não  continue a dar cobertura a políticas especulativas de usos do solo e de desenvolvimento insustentável.
37 Anos depois do 25 de Abril lembra esperança e exigência, cidadãos que somos e não súbditos, levantamo-nos para retomar a luta contra o défice democrático e défice social, porque tempos mais difíceis ainda estão para vir, pelo que, cada um deve usar a única arma que tem, punindo severamente quem nos atirou para o abismo.
Termino citando Che  Guevara
“ Por muitas rosas que os poderosos matem, nunca poderão  deter a Primavera”
Muito obrigada, e viva o 25 de Abril.

Lurdes Simões

domingo, 24 de abril de 2011

Reunião 2 de Maio de 2011 com José Manuel Pureza

Irá realizar-se na próxima 2ª-feira, dia 2 de Maio de 2011 a partir das 21h15, na Junta de Freguesia de Anobra uma reunião entre membros e simpatizantes do B.E. e todos os demais interessados e o deputado José Manuel Pureza.

Estão convidados todos os interessados a estarem presentes, em especial os elementos das listas do B.E. às últimas eleições autárquicas.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Presidente da Junta de Freguesia de Anobra entrevistado na Rádio Regional do Centro

Dando início a uma série de entrevistas com os Presidentes de Junta do Concelho de Condeixa-a-Nova, o autarca de Anobra, Gustavo Pancas, foi o convidado do passado sábado, dia 22 de Janeiro de 2011, pelas 12 horas, do programa Agora Condeixa da Rádio Regional do Centro (96.2).
Veja noticia e como ouvir entrevista em: